25 dezembro 2006

ah pois é...

Antigamente o FELIZ NATAL desejava-se um dia antes no máximo, mas eu inventei FELIZ NATAL um dia depois e eles "enaaaaa páaaaa". Depois inventei FELIZ ANO NOVO um semana antes e o pessoal "é páaa cuum catano" e eu "bai buscar" e quando todos perceberam que esta sms era só para amigos fixes... aqueles mesmo mesmo fixes... disseram "é pá não mexas mais" e eu "pudera".
UM SANTO NATAL e UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS E PARA SEMPRE.

P.S. não resiste a postar esta sms que recebi hoje :)

28 novembro 2006

Desejo...

Um dia quero que o teu rosto seja a visão última do meu dia para que o brilho dos teus olhos me crie sombras na escuridão do sono e para que a doçura do teu sorriso me vele toda a noite.
Quero poder descansar a cabeça no teu peito e converter cada batida do teu coração num ritmo que me embale todos os cansaços…

15 novembro 2006

Pensamentos confusos...

Quer queiramos quer não queiramos, a futilidade aumenta com a qualidade de vida, temo que isto seja um facto.
Ao longo da vida tantas vezes me pergunto pelo bom senso... pela boa educação... pela humildade de sabermos o que somos, reconhecermos o que fomos e desconhecermos o que se apresenta no futuro...
As vezes sinto que o futuro é apenas um salto no vazio que nos aguarda...

05 novembro 2006

Sem sentido...

Estarei triste?...Melancólica?... não sei... talvez uma nostalgia que se apodera de mim com um ar disperso que se encarrega de me deixar confusa... talvez até mesmo sem sentido, querendo mesmo questionar tudo o que vejo na frente, e desejando talvez achar uma razão, uma referência um sentido... não há.

23 outubro 2006

Suavemente....

Aprendi a amar em silêncio... na profunda imensidade da vazio e a cada lágrima dos meus pensamentos... na angústia da vontade perdida e na dor que se veste o meu segredo... desde a ideia de fogo e antes do primeiro riso e da primeira mágoa... assim vou aprendendo a amar em silêncio... suavemente...

13 outubro 2006

Pensamentos confusos...

Eis-me a pensar enquanto a noite envolve a terra, olhos poisados na ausência e a pena amiga em repouso... no alto uma estrela triste, as pálpebras descerram lançando o claro olhar piedoso tornando a noite de calma e repouso... a minha alma abandona-se ao sabor dos enganos, cheia de dor, e a dor cheia de alma antegozando já quimeras pressentidas que mais tarde hão-de vir com o correr do tempo...

05 outubro 2006

Até quando...

Até quando terá a minha alma, esta doçura, este dom de sofrer, este poder de amar, esta força de viver, este medo de morrer, esta forma de sonhar, esta vontade de seguir segura como a flecha que segue a trajectória obscura e fiel ao seu movimento...
Até quando?

28 setembro 2006

Pesos...

O que eu acho que pesa mesmo é a nossa disposição para tolher a nossa vida própria em função do ser que amamos. Acho que se não cobrarmos a nossa porção de amor, atenção e sacrifícios que nos cabe a vida se encarregara de cobrar de nós o nosso tempo perdido… e depois?... o que fazemos com as sobras?
O que fazemos connosco quando as nossas crenças se desfizerem e ficarmos à mercê de uma vida sem esperanças? Quantas vezes, seremos capazes de recomeçar?... Sempre?
Sempre pode ser tarde demais…


21 setembro 2006

Noite...

Adoro caminhar em silêncio pelas sombras da noite...
as vezes sinto-me um bicho do crepúsculo, uma caçadora nocturna numa busca incessante... por momentos o barulho fere-me a alma...
por vezes busco a quietude,
o contacto comigo mesma e com a natureza...
Sinto que a educação para a vida
deveria incluir aulas de solidão...

12 setembro 2006

A lua mais alta agora que os dias vão diminuindo... o vento nas árvores, a temperatura a baixar… mas será que também a esperança de dias de paz enfraquece...

Acredito no amanhã... Acredito na vida e no ser humano...
É verdade que há muito
no mundo para está triste,
mas há muito mais para ser feliz...
Aprendo principalmente a ser solidária, o amor entre os semelhantes é o principal mandamento para o mundo sair do caos que se encontra...

Pensem sobre isso e acreditem na vida...

08 setembro 2006

Visões...

Os meus olhos não viram isto, mas foi esta imagem que a minha máquina me traduziu...
Será isto uma tradução livre ou um pensamento da máquina digital?

05 setembro 2006

Who Wants To Live Forever...

Uma voz que marcou tantas vidas e incendiou outras tantas esperanças de caminhos possiveis de descobrir...
There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams yet slips away
from us
Who wants to live forever
Who wants to live forever....?
There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment set aside for us
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Who dares to love forever?
When love must die
But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever
Who wants to live forever?
Forever is our today
Who waits forever anyway?

29 agosto 2006

Amor livre...

Realizar um sonho ou um desejo, é perder algo, é perder um caminho que se segue sem opções, sem necessidade de decisões, um caminho quanto mais agreste mais sonhador, um caminho de preferência sem fim, sem destino, a não ser o castigo de ser eternamente sonho.
Amar é a eterna inocência, e a única inocência é não pensar.

11 julho 2006

Madrugada...

Já alguma vez se encontraram com a madrugada? É aquele instante em que o sono nos abandona… nesses momentos, perco-me entre a realidade e o sonho, num devaneio louco de nunca me saber adormecida ou acordada… é então que passam por mim, pensamentos curiosos com um sem número de ilusões, retratos, pinturas, gravuras que as brumas da mentira desfilam numa tentativa inútil de me acalmar a alma… essa… oscila entre uma paz que não existe e o eterno desconforto da amargura dolorosa mas tranquila…
Lentamente a luz do dia beija-me os olhos desvelados e a partir desse instante, conto com o ocaso e o poente no horizonte para me acalentar, manhãs e tardes observando a vida... na noite, lua, estrelas e nuvens fazem-me companhia numa presença solidária desenhando um novo dia para mim…

06 julho 2006

Fim...

Sinto-me irritada, sem descanso, triste e sem esperança… é uma lembrança para escutar com más intenções…Tudo segue num ritmo irritantemente certo, a monotonia domina por completo todas as minhas emoções, transformando-as num instinto premeditado, unívoco e historicamente escrito a tinta permanente e inalterável… os momentos passam, cruzam-se, repetem-se e a vida perde a sua própria filosofia, adquirindo um sentido apenas e com um só sentido… o fim.

26 junho 2006

Caminho...

Nós só conseguimos ser inteiros se pudermos viver os opostos, momentos felizes e momentos tristes, todos eles existem obrigatoriamente na nossa vida, de certeza que o segredo está em aprender a lidar com estas diferenças, e se conseguirmos talvez seja mais fácil chegar ao tal caminho que leva a harmonia…
Gosto de pensar que as pessoas que vou encontrando ao longo da vida acabam por ser também uma fonte de aprendizagem e conhecimento, e na verdade e independentemente dos erros e acertos, fica sempre a sensação que acrescentam algo na minha vida, será que também acrescento algo à vida dos outros?....

08 junho 2006

Voar...

Descobri nos meus momentos de ausência que há uma ligação entre o paraíso e a terra, sinto que se encontrar essa ligação, descobrirei o significado de tudo, incluindo a morte… não a encontrar, fará com que tudo pareça insignificante inclusive a vida…Agora consigo olhar as estrelas, são tão delicadas como as flores e igualmente próximas… as colinas são teias de sombras tecidas mansamente no horizonte… no meu pensamento nenhuma folha solta ou isolada tudo se insere num todo, até o tempo na sua infinidade, não consegue roubar as asas ao pássaro, porque o pássaro e as asas caiem juntas… sei que um dia vou encontrar essa ligação e nesse instante, acompanharei o pássaro no seu voo final…

19 maio 2006

Esquecidas...

As vezes sentimos tudo perdido e nesse instante é tudo o que sabemos…
O pior de tudo que pode acontecer são as palavras que ficam por dizer…
Deixar de dizer é como sentir cá dentro as folhas do Outono a cair silenciosas e leves, mas sempre, esperando um vento forte de Inverno que as eleve e as faça acordar e soar… mas por vezes as luas vão-se renovando, o tempo passando e cada vez mais difícil falar…

04 maio 2006

E se...

E se um dia na nossa vida apenas houvesse, carinho, bondade, confiança, respeito, sensibilidade e tolerância por todas as coisas que precisamos para manter o amor vivo…
mas se por acaso um dia isso não fosse possível, seria o perdão a palavra nas nossas bocas?…
Se assim fosse, seria o mundo melhor?...

19 abril 2006

E...

E se a vida não deixa rasto?
Ficamos com a sensação que passou rápido e desapareceu, como os sonhos de amor e glória, a vida, ela própria, ilusão alada, voa como as borboletas...
Eis chegado o tempo vazio de projectos, apenas deixar que a vida aconteça, como acontece a alvorada, o dia, a noite e a madrugada...
Em breve o silêncio ira tomar conta do meu olhar, e nesse instante não chores por mim, dá-me antes o sorriso, talvez assim brilhe uma estrela...

09 abril 2006

Certezas...

Sinto que tudo posso pelo tamanho deste amor que me alimenta, me adorna de mil e uma estrelas cintilantes, puras e felizes por não se perderem num céu indiferente… a torre alta em que moro, tem uma longínqua imagem… distingo ao longe duas sombras… uma chora lágrimas frias, tão geladas que não conseguiria suportá-las no rosto… a outra sombra, essa acaricia e afaga os cabelos despenteados pela aragem agreste das saudades…
as saudades… principio da certeza que em mim mora…
é contigo que para sempre quero ficar…

30 março 2006

Esperando...

Caminho perdida por entre quem conheço, por mais que não tenha o que tenho não mereço… nunca lutei por nada disto, e o pouco que consegui não é aquilo que quero… mas com isso vivo. Já não consigo distinguir ao longe aquilo que deveria ser… tanto mas tão pouco tenho para oferecer… alguém tentou conhecer a alma que vive em mim? Não, pois não? O complicado da minha aparência não implica eu ser assim! E com tanta incompreensão ainda não sei o que sou! Espero apenas que acorde a alma que me sonhou…

25 março 2006

Sombra...

Serei eu um sonho (ou um pesadelo) que alguém está a ter?...
Se assim for a minha existência resume-se a um abrir de olhos… eu sabia! Justifico assim as minhas divagações… mas hoje tenho vontade de fechar os olhos… perder-me e viver o inconsciente, realizar mais um dos meus irreais compromissos… lá fora os cães ladram sem parar, quem será a sombra que os atiça? Alguma alma perdida que vem pronunciar a sua sentença? Talvez… eu sei lá! A noite é tão misteriosa, intocável, soberana, poderosa… quem a não admira e teme ao mesmo tempo?

19 março 2006

Representar...

Pois bem, aqui está a verdade...eu sempre soube representar, dramatizar é o meu forte, faço-o bem demais, pratico desde qeu nasci...
Estou bem... Calma, só, esquecida, mas estou bem... sinto-me intocável, inantingível, inafectável... ponham-me à prova! Testem-me! Não é isso que me tem feito sempre a vida?!...

15 março 2006

Ausência...

Nos meus momentos de ausência, os meus amigos passeiam-se pelas vielas escuras do meu pensamento... conversam baixinho... sussurros silenciosos... de quem falarão?... certamente falam de mim... nem eu sei, como podem eles saber?
Sinto o uivo a entrar pela janela entreaberta, desperta-me... que pena, preferia continuar a sonhar... sinto o pescoço pesado, dói-me, deve ser do peso da consciência, mas terei eu consciência? Provavelmente mais do que todos e menos que ninguém...

11 março 2006

Despertar...

Desperto lentamente, deixo escorregar suavemente os dedos sobre os olhos adormecidos, encaro sem surpresa a luz que me rodeia... o sol acaricia-me os cabelos... que bem sabe assim desperta sem lembrar totalmente o meu papel neste palco da vida...
Música... ouço uma suave melodia, tão bela, tão quente... abraça-me, conforta-me, mas cega-me... e eu mesmo assim sigo em frente, o chão macio seduz os meus pés... de volta a luz radiante, lava-me o rosto, as árvores inclinam-se a minha passagem... creio que finalmente encontrei a paz...

04 março 2006

Amor livre...

Pela janela deste quarto voam os meus pensamentos… umas vezes ousados de poesia, outros repletos de amor, outros ainda inundados de paixão… mas alguns feridos de culpas…. As recordações doem com atitudes vingativas que se perdem no ar… lá fora a paisagem cinzenta dominada pela chuva e vento… assim sopram os meus pensamentos… descubro que o amor confunde-se pela madrugada… a nossa igualdade exterior atinge o auge na divergência de conteúdo de sentimentos e explosões simultâneas de prazer… pensar que no antes não haveria lugar para o nosso agora… haverá lugar para o depois?
Acredito que sim, por mim e por ti… seremos nós a inventa-lo a construí-lo deitando por terra as fictícias imagens da antiquada moral e da ilusória virtude das amores perfeitos… é na beleza dos nossos corpos que visualizamos o enorme sorriso de nossas almas, sedentas de um cantinho no mundo…. O amor só tem uma orientação… a felicidade.

26 fevereiro 2006

Inversos...

Apesar do frio que acordou este dia, o sol parece avançar para o mundo apesar de enrolado, e mesmo ao longe o seu calor é acolhido pela terra com humildade… as horas vão correndo lentas e as pessoas apressadas em busca das suas máscaras imaginadas ao longo das suas vidas… na verdade, hoje é apenas mais um dia, que como todos os outros que se atravessam na nossa vida, vai terminar aos poucos com a vaga de escuridão que anuncia a lua e abre o caminho para a noite… sossego absoluto…

20 fevereiro 2006

Vazio...

Vai chegando lenta a noite e o sentido deste dia esvaziando-se pelas sombras da lua...
Esta tranquilidade consegue esvaziar-me de todos os objectivos por concretizar traçados para este dia... nestes momentos fico com pouco para dizer, será por indiferença ou será isto ser feliz?...
Não estou cansada, nem confusa, nem com sono, apenas absorta de tudo e a tudo; as horas, ao barulho, aos compromissos e à vida...

15 fevereiro 2006

Recordo...

Recordo um tempo em que tomei como refém a lucidez, ao invés de me mover ao ritmo do dedilhar da minha loucura… Sempre fui demasiado racional mas não tenho medo da solidão… também não tenhas tu…. Deixa-te estar só, ou com mais alguém, nunca dês um fim, deixa-te escrever a primeira palavra, que o resto eu digo-te ao ouvido como um segredo…

I hide myself away in the dark I can't find my way in this hole This twisted life is so cruel I'm so sick I need to find her soul to save me

14 fevereiro 2006

Leva-me...

Leva-me contigo ao partires
inventa-me uma alma nova,
dá-me a tua mão firme e suave,
ilude-me, se quiseres,
Antígona, diana, Juno ou vénus...
Ainda que sejas só um sonho,
Nas noites de insónia, fictícias,
troquemos abraços e carícias,
imaginemos esta vida noutra esfera,
guardemos para nós esta quimera!
Onde quer que te encontres, neste instante,
não te esquecerei! ficarei à espera
ainda que seja só um sonho cintilante...

Só por hoje o sonho... amanhã voltarei à vida...

08 fevereiro 2006

Momentos...

Consigo sentir, finalmente o céu ardente sobre mim… estarei eu caindo ou levantando-me deste jardim de incertezas?
Esta agonia sem fim estará sempre presente nesta estranha dança com o meu destino?
A vasta eternidade toca a minha alma, enquanto a luz que me persegue se desvanece… lágrima de sangue alimentam o meu ódio por aquele lugar de dor, que fora antes meu destino…
Pelo meu desejo em choro… pelo teu desejo… que se transformem os espinhos em confiança, nestes momentos de dor escondidos…

05 fevereiro 2006

Paisagem...

As vezes a tarde é tão calma e o céu tão tranquilo, que a noite chega devagarinho, e sem que eu saiba, sigo dois caminhos lado a lado, com o mundo fiz parte da paisagem comigo fui sem ver nem recordar...
Eu amo tudo o que já foi e tudo o que já não é, amo a dor que já não dói e tudo o que a dor deixou, basta pensar em sentir saudade e o meu coração faz sorrir a chorar e a vida passa como as nuvens pelo céu e continuo para aqui a viver sem conseguir...

02 fevereiro 2006

Indecisão...

Há já algum tempo que não necessito de partilhar de tudo o que vive em mim, provavelmente por estar demasiadamente ocupada com nada… já não consigo confiar nas pessoas e essa desconfiança dá asas à minha imaginação... se pensar numa tábua de valores e olhar para o mundo que me rodeia, duvido dela… ai se eu pudesse desenhar o mundo perfeito às minhas exigências… seria cheio de nada de conflitos nem agressões à minha fácil vontade… mas não mereço tal confiança, não sei lidar com as situações fora de mim e são tantas as vezes que não me reconheço nos pensamentos e nem me identifico com o que digo querer…

31 janeiro 2006

Erros...

Hoje vou falar de erros… sim, de erros… como poderemos ou deveremos encarar os erros, segundo uma perspectiva de alguém que seguiu humanísticas na juventude e agora anda perdida nas contabilidades…
Comecemos então pelo erro de matemática, é capaz de prejudicar uma conta inteira, já o erro de geografia pode desorientar um viajante, um erro que as vezes não têm importância nenhuma é o erro de gramática… chega mesmo a ser uma comédia… e um erro de história? acho que é ainda pior que um erro de matemática, chega a ser um drama não sabermos qual o nosso lugar na história... finalmente um erro de filosofia, pode ser uma verdadeira tragédia…

28 janeiro 2006

Coragem...

Ter medo é não viver, ter medo é ouvir mais do que é dito, é ler nas entrelinhas do que não foi escrito, é acordar sem ter dormido, é adormecer sem fechar os olhos… é vaguear pelo mundo das sombras e esperar sempre não encontrar o nosso eu… é olharmos para a nossa sombra e não nos conhecermos por termos passado demasiado tempo sem olhar para nós…
Ter medo é estar cansada de tanto fingir ou representar… cansada de amar… ter medo é abrir a boca para falar sobre o que realmente pensamos e sair tudo ao contrário… acabamos por guardar o pensamento só para nós e depois surge o arrependimento… nem sei porque perco tempo a escrever tudo isto… afinal de contas… tudo o que eu quero é ter coragem…

23 janeiro 2006

Desistir...

A solidão dói quando é aceite… quando finalmente nos rendemos ao seu dissabor e encantos, quando num último suspiro aceitamos o seu abraço… então sim, a solidão dói… é chegado o momento em que não mais lutamos ou desejamos.
Nada se consegue através do proibido ou permitido… nada se alcança com a amabilidade e estabilidade… nada se conquista com apoios e grandiosos momentos de entreajuda. Numa época sem barreira não é a colectivismo que fica mas sim o individualismo, o protagonismo dos sem lei… dos fora do sistema

18 janeiro 2006

Tempestade...

A saudade avança cautelosa... fita-me de longe, constrangida, mas saúda-me com o seu olhar arrogante... sabe-me sua dependente... a saudade é uma droga viciante... não falo mais de ti.
Já te disse como fica o hoje? Já te falei do frio que tem feito nestas noites longas onde nem o luar nos aquece? Agora diz-me como me sentes? Como me tocas com a tua ausência? Ainda à pouco dei por mim no passado... as vezes sou um puzzle repleto de peças em falta... estou cansada, muito cansada... em breve o silêncio vencerá...

15 janeiro 2006

Trivialismo...

O trivialismo das conversas consome-me... a distância que vai desde a minha relação às insgnificâncias das relações ditas normais é demasiado longa para tentar ainda percorrê-la... o mundo gira apressado, a noite avança lentamente... e cresce a constante ilusão de que algo mudará... mas apenas o tempo muda, pois a paisagem é sempre a mesma...

09 janeiro 2006

Infinito...

No horizonte, tenebrosa compilação de recortes brilhantes que teimam em sobressair... sigo o traço mal definido... sigo até onde os meus olhos o percebem... procuro-me a mim... encontro todos, conheço todos e ninguém... procuro-me a mim...

08 janeiro 2006

Pensamento...

Entre a paixão e o amor, o desejo e a loucura, corre um corpo para o desconhecido... a subtileza do prazer que avança cuidadosa, perturba a quietude nocturna... desperta-me... olha-me indignada e pede permissão... não cedo... não me dou... se assim fosse deixaria de ser dona e passaria a ser escrava...

04 janeiro 2006

Nada...

As horas correm lentas pela rotina dos dias, as pessoas agitadas perdem-se pelos horários a cumprir... nada disto me anima... nem sabendo que em breve a primavera virá com as pioneiras flores, o calor do sol, os pásaros de garganta aberta que mostram os seus dotes... nada... quando ao longe a vaga escuridão inicia a chegada da lua, então o coração sossega, pois que enfim a noite chega...
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