30 novembro 2005

Lados...

Mais um dia de vida nesta minha alma… as vezes a vida é como um livro… sim um livro… e um livro é como uma caixa, a caixa tem dozes faces e dois lados, o lado de dentro e o lado d fora… quantas vezes cansamos o pensamento a tentar ir para o lado de dentro, ou então tentando tirar o que lá está dentro?
Ouvi dizer que quem vive dentro da caixa é amado por todos… e quem vive por fora?...
A vida nesse planeta seria bem diferente se não houvesse dentro e fora…

28 novembro 2005

A ferro e fogo...

Desisto quando largo as rédeas do meu destino e rasuro o rascunho da minha vida…
Devasto todos os planos meticulosamente delineados e entrego-me à sorte esperando um desfecho milagroso…
Nada quero com os factos e sorrio das lógicas preconcebidas…
Liberto-me de todos os cadeados invisíveis padronizados por escolhas e caminhos…
Porque não me basta o que tenho ao alcance das mãos?
Porque teimo em abrir, orgulhosa, todos os caminhos que sigo, de coração aberto ao mundo, cheia de sonhos que não passam de miragens?
Porque sei que um dia cruzarei aquela soleira e estarei enfim onde pertenço…

26 novembro 2005

Cinzento...

Um vento frio penetra no meu peito e envolve meu coração, que se encolhe, e nada posso fazer a respeito…
Que fazer com os escombros das minhas próprias ilusões? Agora a areia das minhas fantasias parece-me escura e sem graça, agora; as torres, desajeitadas, frágeis e inúteis; os desenhos, descoloridos e sem sentido…

24 novembro 2005

Nada...

Tantas vezes sinto que a minha vida é um barco abandonado num cais deserto, onde há dores que não doem na alma mas que são dolorosas mais que as outras, neste barco há sensações sentidas, só de imaginá-las, são mais nossas do que a própria vida, por ali há tanta coisa que sem existir, existe demoradamente e demoradamente é nossa.
Naquela melancolia nem na verdade, há tanta suavidade em nada se dizer e tudo se entender, metade de sentir e outra de ver.

21 novembro 2005

Horas...

Todas as horas são maternas para sonhos esvaídos de divagações e interrogações as quais não desejo resposta, por isso desvio os meus sonhos para monólogos, apenas pontos de vista e opiniões diferentes… descubro tantas vezes em mim tresloucadas paixões que me fazem ao invés de caminhar pela vida, me esgueiro pelas beiradas dela e nesses instantes vou engavetando sonhos, desarrumando a vida e na minha pele o desenho do tempo e a canção do futuro… nesse instante chamo a tristeza, sinto o apaziguamento que extinguirá o medo de fechar os olhos e deixar que uma nova alvorada tome conta de mim…

15 novembro 2005

Tolerância...

Aceitamos por personalidade, que nascemos sujeitos a erros e defeitos, mas será esta a realidade do mundo?...
Procuremos compreender mais, não só com a inteligência, mas também com o coração, porque temos o direito de exigir do mundo que seja outra coisa qualquer, e não apenas o mundo…
É tão belo um dia cheio de sol, como belo é um dia de chuva, ambos existem, cada um como é.

14 novembro 2005

Paz...

Hoje quero falar da paz… paz interior… o que é?
Será paz interior aquela sensação de sentirmos a felicidade sem culpas, sem cobranças, sentirmo-nos apreciadas, respeitadas e aceites?
Poderá algum dia a minha felicidade ser a tristeza de alguém? Será isso desencontros apenas, ou algo mais?
Acho que o importante não é saber os motivos, o importante é ser feliz e estando felizes temos que estar em paz connosco, quem está feliz quer continuar a ser feliz, mas quem não está tem que mudar e é na mudança que tudo se altera, será por isso que as pessoas não conseguem promover de coração a paz?
Por mim eu digo que as pessoas são como flores, alegram a vida com as suas milhentas cores, cada uma com um perfume diferente, maravilhosas na sua diversidade...
O mundo também podia ser assim...

09 novembro 2005

Nada...

E se alguém do nada me chama… será isso a morte?
Temo que assim seja, porque nascer do nada, existir no nada e levar para o nada, tem que ser tão transcendental que só pode ser a morte… por outro lado hoje em dia cada vez mais nos sentimos nada, sim é isso mesmo não somos nada e quase nada fazemos para encher o nosso nada de coisas boas. Seremos capazes de olhar para a pessoa que passa por nós na rua ou até mesmo o vizinho, e de o ver?
Nos nossos olhares que se cruzam na rua já não há carinho, atenção, não há NADA… apenas um caminho vago, despido, inflexível que nos leva para o nada, para o fim, para a morte…
Se ao menos amassemos a vida…
Não vamos definir as pessoas, vamos vivê-las em comunhão de almas isentas de diferenças, gostava que ninguém se envergonha-se de quem tem ao lado e que a compreensão, a sensibilidade e a tolerância nos alimentassem…
numa mão os sonhos… na outra a realidade…

08 novembro 2005

Acreditar...

Será que vivemos num reino de consciência ou nada?...
Na realidade nenhum de nos escolhe o meio ou o fim, um rei pode mover um homem, um pai pode reaver um filho, mas mesmo aqueles que tudo mudam, sejam eles reis ou homens poderosos, jamais terão o poder de mudar a alma, ela permanecerá isolada em ti…
Um dia quando estivermos diante de Deus não poderemos dizer que fomos comandados por outrem ou que dadas virtudes não aocnteceram porque não nos foram conveniente em determinados momentos... e isso não será suficiente…
Virá algum dia em que desejaremos ter feito um pouco de mal para podermos praticar o bem a uma escala maior?
Será válido?...

07 novembro 2005

Sonhos...

pergunto-me, porque faço eu tantas vezes dos sonhos a minha vida... por viver assim deveria chamar tristeza, por saber sem surpresa que sonho que eu seja atenta ou não, é tudo o que eu sou, em cada sonho meu sou a minha própria paisagem e assisto a minha passagem e não ligo, alheia vou vivendo e virando as páginas da minha vida, anoto nas margens o que julguei que senti e sigo lendo o que vivi entre o luar e o desejo secreto que é só meu, porque é o sonho que faz viver e faz ouvir e ainda ver tudo o que foi, mas nunca o que será...

01 novembro 2005

Pensar...


Descobri que não se pode amar, mas só supor que se ama...
Devíamos apenas pensar em nós, mas não, despimo-nos da ilusão para vermos bem como éramos e vimos que éramos apenas como a ilusão nos fizera....
Amemos sem pensar....
Maldito seja o pensamento...
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