16 outubro 2008

... Retalhos...


Retalhos que findam num tempo que deambula entre a fogosa rapidez e a inércia anestesiante…
Retalhos deste ser numa dimensão paralela, retalhos de vida, retalhos de dor, retalhos de prazer…
Retalhos de um nada atordoante entre a inexistência de mim e a minha própria plenitude…
Retalhos…
Peças que te deixo amor, soltas numa vida que te abro, numa existência que te confio…
Peças que permanecem, ao acaso, dispostas no limiar da razão e da loucura, pois que a tua distracção é tal que não sentes o sabor salgado que me banha o rosto…

Retalhos amor… Retalhos de mim… Retalhos de ti… Retalhos da podridão que nasce em mim… Retalhos…

Escassos raios de luz me atravessam e vivo neste mar imenso de escuridão, que seu eterno companheirismo me embala e me adormece… Pois que a luz me fere, me trespassa, me dilacera a alma e fere todo o meu ser…

Retalhos de luz… Um todo de escuridão…

Retalhos dançantes, saboreando a doce melodia da melancolia…
Retalhos…
…de Vida…
…de Dor…
…de Prazer…

Retalhos…

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