08 novembro 2008

Sopro...


Deixai que as almas se elevem numa só, se entrelacem no auge de si mesmas, pois tudo o resto serão quimeras de sonhos findados a cada dia…
O sopro é cada vez mais ténue e neste sobreviver, pousam seres cansados no véu de um branco aparente… De uma pureza inexistente… Inebriados pelo acre e o doce da vida, em desconhecida causa, pois escassas são as forças que restam…
O sopro é cada vez mais ténue…
Repousem então, almas vadias e insaciáveis… Repousem em descanso em cada toque aveludado que renasce de um dia, pois ainda que o todo jamais seja vosso, sabeis saborear a leveza de cada momento e assim resistireis ao juízo final… Vossas resistências suprirão lacunas, abismos profundos de vós… e ainda que num sopro ténue… Respirais… Vida…

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