09 novembro 2005

Nada...

E se alguém do nada me chama… será isso a morte?
Temo que assim seja, porque nascer do nada, existir no nada e levar para o nada, tem que ser tão transcendental que só pode ser a morte… por outro lado hoje em dia cada vez mais nos sentimos nada, sim é isso mesmo não somos nada e quase nada fazemos para encher o nosso nada de coisas boas. Seremos capazes de olhar para a pessoa que passa por nós na rua ou até mesmo o vizinho, e de o ver?
Nos nossos olhares que se cruzam na rua já não há carinho, atenção, não há NADA… apenas um caminho vago, despido, inflexível que nos leva para o nada, para o fim, para a morte…
Se ao menos amassemos a vida…
Não vamos definir as pessoas, vamos vivê-las em comunhão de almas isentas de diferenças, gostava que ninguém se envergonha-se de quem tem ao lado e que a compreensão, a sensibilidade e a tolerância nos alimentassem…
numa mão os sonhos… na outra a realidade…

3 comentários:

aninhas disse...

Cada vez, que venho ao teu blog, fico sem palavras! Tu tens mesmo jeito para isto! Adorei.

Nuno C. disse...

Olá, nao me conhece... talvez um dia destes, quero lhe dizer que tem muito jeito para lidar com as palavras, este poema então toca me bastante... caminhos que se cruzam sem mesmo se conhecerem... Meu Deus... as vezes nao passam de utopias mas outras vezes acontecem e são maravilhosos... :-)

blueeyes disse...

Só para te dizer que as tuas palvras me ficaram a martelar a mente. Hoje estava eu no trabalho, pensando na minha vida, lamentando o facto de ela não ser diferente, ou seja, preocupada com o meu próprio umbigo... eis senão quando, olhei para a minha colega e constatei que a tristeza lhe inundava o rosto. Os nossos problemas tornam-se tão pequenos, sem significado, quando nos apercebemos que existem seres com problemas muito maiores.

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