14 outubro 2008

Liana...

Apesar do ar frio daquela noite espessa e chorosa, ela revelava-se calma e apenas podia esperar o prolongar da melancolia…

Bastou apenas um silêncio falado para reparar naquela luz brilhante, parecia uma estrela cintilante... donde lhe viria tanto fulgor... rapidamente se inflamou e pude sentir a celeste fragrância que exalava em mil cores…

Os olhos ardentes eram capazes de queimar a alma…
mas quando o seu sorriso nasceu…
oh meu Deus, como seria possível espalhar tanta alegria, tanta força, tanta coragem, tanta paz…

Reinava o ar frio na noite calma, a minha alma flutuava livremente e sentia os momentos correrem como as folhas caídas no rio… senti o frio das horas a calarem os meus medos… e eu… naquele instante... desejei apenas que as horas dormissem e a noite jamais tivesse fim…

13 outubro 2008

... Distorção...


Distorção completa da realidade, num misto de emoções incapazes de serem interpretadas… Uma revolução interna, perdida… Um encontro com o vazio… Uma fuga da plenitude!
Quiçá esse rosto perdido na imensidão seja apenas quimera de um olhar ausente de si… São vagos os registos concretos desta mente demente.
Ausência constante, num desencontro de mim por trilhos corrompidos, interceptados por almas flutuantes, sonhadoras…
Distorção de mim… Distorção de um mundo que sinto não ser meu… E cegamente me entrego a cada dia, num vazio circunstancial capaz de penetrar esta alma perdida…

Distorção…

Do tempo… Do espaço…

Distorção…

12 outubro 2008

O teu livro...


Restos de um podre repisado, belas fotografias do vivido idealizado...
Assim é o passado que em nós fica...
Retalhos do belo, retalhos do desfigurado... E no trilho do presente almas permanecem, voando ao sonho de um futuro onde se deleitam...

Assim sou, assim quero ser...

...No livro da vida que escreves...

08 outubro 2008

Perdida...

Anseio todo o momento pela suavidade desta hora em que nos foge o dia e que a lua ora aberta em todo o seu esplendor ora encolhida por alguma dor vai abrindo o espaço a noite…
Sinto murmurar dentro de mim uma harmonia suave, umas vezes profunda e grave outras vezes meiga e cadente outras ainda que me faz chorar… és tu meu anjo quem me faz chorar, tu meu anjo de solidão… não te importes com as minhas lágrimas vem juntar-te junto a mim, mas rasga os teus versos pois não quero sentir as tuas palavras gravadas de saudade, o teu triste gemido de adeus, deixa-me expirar como uma nota quebrada do teu canto… Faz renascer em mim a poesia da felicidade que murmura levemente na minha alma…

06 outubro 2008

Sonho da alma... Peça solta...

Sopro de demência, sôfrego sentir… Vazio que preenche um ser desconhecido…
Alma de poeta, pensar inconstante…
Palavras soltas num acaso incondicional… Sonho leve… Pluma flutuante…
Quimera de meu ser, que o tempo na sua crueldade não pare a sua corrida e nesse inevitável momento essa marca desejada de deixar um sopro às almas perdidas deste meu louco sentir…
Livre pensar… Pesado sentir…!

Ao meu olhar chega a imagem da euforia social num suicídio mental a que cada um se submete…
Em cada função, em cada preocupação afasta-se o sentir e o pensar, vivendo numa superficialidade imensa… Fica então uma peça perdida desse puzzle, uma peça solta que não se encaixa…
Um desespero de ser o não ser de um mundo inteiro…

02 outubro 2008

... Palavras... Soltas...

Sufoco...
...Asfixia
Desespero...
...Angustia
Tormenta...
...Pesadelo
Morte Lenta...
...Desfragmentação
Demência...
...Loucura pura
Tormento...
...Apatia
Ironia...
...Sarcasmo
Morbido...
...Dilacerante
SOFRIMENTO...

01 outubro 2008

Medo...

Não receio apenas que me esqueças, receio também é que esqueças a pessoa maravilhosa que encontrei em ti…


sinto por demais a falta da paz que tu me dás…