Jaz em mim o sopro de saudade de vozes perdidas de um tempo passado. Os retalhos de vida, de supremos caprichos de almas no auge de si mesmas. Sob o secreto luar que me abraça em cada noite, recosto o meu pensar em mantos aveludados e suavizados por memórias e recordações, aquecidos pela ânsia de observar o amanhã... No entanto, é viagem em vão, esse avançar de tempo que pretendo... É quimera de um ser insaciável de pensamentos e emoções... Respiro da noite toda essa melodia silenciosa que a envolve e deixo-me embalar... O amanhã estará para breve, ainda que num tempo demasiado distante para este humilde ser alcançar. Quanto subestimo cada pensar? Quanto valorizo cada penar? Quão imensa é esta sede de uma mente que fervilha em cada momento? Quão faminta esta alma?
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