19 julho 2009

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Ao longo da nossa vida temos momentos em que a realidade encontra forma de aparecer e nos surpreender de uma feição muito traiçoeira… nesses momentos sentimos mesmo o dique a rebentar e só nos resta nadar.
Isto só acontece porque teimamos em prolongar a nossa existência no mundo do fingimento na forma de uma jaula, apenas isso, nem sequer é um casulo. Lá dentro podemos moldar tudo a nossa medida e até conseguimos mentir a nós mesmas durante algum tempo. É sempre fácil ceder ao medo do desconhecido, esse desconhecido que por vezes nos deixa tristes, sem alma, sem tentação de libertar o sorriso, o olhar...
Porém chega um tempo em que o cansaço nos domina e assusta e por mais que neguemos não conseguimos alterar a verdade.
A negação começa por ser um simples rio mas rapidamente se transforma num enorme oceano.
E depois… o que fazemos para não nos afogarmos?

4 comentários:

orquídea disse...

Boiamos e vamos na correnteza... que nos levará a uma costa.
Nadar contra-corrente é que nos esgota as forças.

Anaf disse...

Acho precisamente o contrário, temos que arranjar forças para nadar contra a corrente da negação e olhar para a realidade por mais dura e dolorosa que seja, só assim poderemos um dia almejar sair de dentro da jaula e voltarmos a ser livres. Não sem tirar-mos um ensinamento dessa clausura... Antes contrariarmo-nos diante do medo do desconhecido do que arriscarmos afogar-nos mais tarde a nadar contra a corrente.

Adorei Petra, puseste-me a pensar

Bj :)

Anónimo disse...

Para não nos afogarmos devemos usar tudo, desde que seja insuflável. (lol)
Caso contrário boiamos ou então nadamos com todas as nossas forças.
Ceder - seja ao cansaço ou ao desconhecido - é que NUNCA !
Bj, R

Livre-Mente disse...

Um afogamento permite um deixar que a realidade nos leve..

Um afogamento permite-nos uma viragem..

Temos de alterar as verdade e apoiarmo-nos nas boias que nos rodeiam..

Como alguem disse nada contra a maré é que nos esgota as forças..

FORÇA:)

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