11 maio 2009

Cansaço...

O céu é húmido e fresco neste fim de tarde abandonada, aberta a todas as vozes, que instante perfeito de coragem para receber um aviso de uma verdade primordial… O tempo não passa por mim, é de mim que ele parte…
Quero imaginar o futuro…
Quantos anos ainda me esperam?
Que caminhos desertos ou de companhia me esperam?
E o passado que posso ver nele do que me sinto, me sonho, me alegro ou me sucumbo?
O meu futuro será este instante desértico, ou será tudo aquilo que me projecto.
Lembro-me da minha infância, de tudo o que me ofendeu ou sorriu, o que sou vem daí e sou eu ainda agora ofendida ou risonha, a vida é cada instante, cada eternidade onde tudo se reabsorve…
O que sonho mal é um sonho porque o espero violentamente…
Terei pois como destino esta agitação constante de nada? Será pois uma ilusão o termo da minha luta esse termo que eu me invento talvez só para a dignificar?
Sei o que quero, porque eu sei o que desejo, mas pode a vida não sabê-lo, a vida também sou eu, o que ignoro de mim amanhã também é a minha vida.
De que segredos se resolve uma vida? De que pressões, obstáculos, sacrifícios?
Aquilo de que falo está dentro de mim, sou eu...
se algum crime houve em mim, foi só o de ter nascido.

1 comentário:

Sophitia disse...

"Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança." Paulo Coelho

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