12 abril 2015

De quem...

Eis-me a pensar enquanto a noite envolve a terra, olhos poisados na ausência. No alto uma estrela triste, as pálpebras descerra lançando noite dentro o claro olhar piedoso tornando o momento calmo e repousante.
A minha alma abandona-se ao sabor dos enganos, cheia de dor, antegozando já quimeras pressentidas que mais tarde hão-de vir com o correr do tempo.
Mas de quem é esta saudade que meus silêncios invadem, que de tão longe me vem?

De quem é esta saudade, de quem?
Daquelas mãos só caricias…
daqueles olhos de apelo…
daqueles lábios de desejo…
e estes dedos engelhados?
e este olhar de vã procura?
e esta boca sem um beijo?
De quem é esta saudade que sinto quando me vejo…

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