26 março 2012

sem sentido...

Ao longo da vida fui aprendendo que a pior arma que alguém pode usar contra nós e a nossa própria imaginação… aproveitando-se de todas as dúvidas e incertezas que ali se escondem… por vezes teima a dúvida em perceber se seremos verdadeiros com nós mesmos? Vivemos por nós ou pela expectativa dos outros?

Porém uma enorme dúvida se levanta, se formos acessíveis e sinceros, será isso garantia de que algum dia seremos realmente amados? Teremos a coragem para libertar os nossos segredos mais ocultos?

Ou a verdade é que afinal de contas somos todos incompreensíveis até para nós mesmos?

13 março 2012

Cartas a M...

Realmente as vezes o amor é monótono, mas a verdade é que ele é o topo sensível de uma imensidão de coisas, é o vértice de toda a vida que nos sustenta... as vezes fico assim dominada por uma vontade enorme de gritar o teu nome repetidamente, e a cada intervalo, a delicia de sentir as minhas mãos nas tuas, os meus dedos a delinear o teu rosto, o ardente da minha pele na tua, o calor da tua boca, o terrível dos meus dedos nos teus cabelos, o prazer horrível ate a morte de sentir o teu sorriso... as sombras crescem a noite avança e o universo entra dentro de nós...

01 março 2012

The power of love

Às vezes a tristeza ou a alegria desabam sobre mim, sem nenhum tumulto posterior, sem nenhum outro sentimento... fico dissolvida em pedaços, caio, escorro, derreto...

Ainda assim como posso sentir a doçura!...


De repente.....

silêncio...

com aquela insuportável réplica....

29 fevereiro 2012

Ausência...

Debruço-me na tua ausência como se o vazio dotado fosse de ombros largos, cor, calor e pudesse ouvir ao relento roçar o ponto mais sensível da imensa falta que me fazes...

26 fevereiro 2012

Cartas a M...


Quando avisto o céu nos teus olhos, vejo sempre uma cor diferente, uma cor brilhante, incandescente, sublime, que domina toda a minha alma... e eu, não consigo ver um arco-íris mais belo que o teu suave mover de olhos.
Estás tão viva no meu pensamento...
Os pormenores da paisagem perdem-se, um silêncio confrangedor domina-nos, dentro de nós, vagos receios, fazem-nos criar um mundo exterior a tudo, só nós existimos... e eu posso então admirar aquela que me prende, aquela em que eu vivo, doce figura que para meus olhos fosse mais formosa, seria impossível.
O sono já me toca de manso, no céu tudo é luar, só há uma ponte azul que a lua não consegue desvanecer, e é por ela que deslizo, quando longe na noite suspiro por te encontrar...


22 fevereiro 2012

Destino...





Aguardo serenamente que chegue a madrugada...

faltam dois dias para te voltar a ver, depois faltarão seis e depois mais seis e mais seis para... para quê?

estou em contagem decrescente para quê?
o que me espera?
o que te espera?
o que nos espera?

cada vez mais a certeza que em todos os caminhos uma companhia imutável...
a ilusão...