17 março 2009
Recomeçar...
15 março 2009
Histórias para adormecer...
25 fevereiro 2009
Frágil...
Talvez fosse melhor que o meu lado racional se apoderasse de vez de mim, me tomasse totalmente para que este sentimentalismo se evaporasse por completo… Orgulhosamente só? … Eternamente só? … E o que é a eternidade… não existe tal coisa…
Viverei enquanto me recordarem… quando fechar o último olhar chegará o esquecimento profundo e total da minha passagem por este mundo… virá uma maré cheia que apagará as minhas pisadas…
E os outros viverão muito mais em mim? Esses sim… Eternamente… que o meu coração embora feito depósito de amarguras e lembranças tristes… também é feito das águas que matam a sede… mas não a minha, nunca a minha…
21 fevereiro 2009
... Memórias...

De todos aqueles que por ali passam, num auge de plenitude de viver cada retalho monumental da natureza…
De todos aqueles que por ali pousaram os seus olhares, quiçá oprimidos ou reprimidos, repletos de cumplicidade ou nostalgia…
De todos aqueles que por ali reviveram memórias ou desbravaram aventuras…
De todos aqueles que por ali passaram… Quantas almas repousaram nos braços bravios da natureza…
Se por um só momento libertam as libertinas amarras em que vivem em escravidão, toda a multidão viverá em eterna comunhão… Mas quão ambíguos, egoístas, promíscuos e desordeiros será cada um daqueles seres que por ali passaram…
Nem tu, nem eu, nem a multidão viverá desses retalhos… Suprimimos cada pedaço que renasce em nós de um ser melhor e mergulhamos na imensa auto-contaminação de nós mesmos… Pois tudo findará e apenas restarão memórias desfocadas e lembradas com um sorriso…
E tudo se perde… Por um só momento seguinte…
Cada etapa… Um enclausuramento de nós em nós…
Um dia, tudo será… Apenas memórias…
18 fevereiro 2009
Anónimo...
16 fevereiro 2009
Momentos...
Tenho urgência de parar… nem que seja apenas por momentos… terei talvez urgência de começar, algo de novo… sinto essa fúria, pressa e agressividade de começar, escrevo com rapidez e angustia de quem tenta libertar-se das malhas da rede que sufoca…
Renegar à pressão… ao vazio… mas as asas negras continuam a atormentar-me… Hoje nada sei… não respondo a nada nem a ninguém, as janelas agitam-se ao sabor dos ventos frios… não sei o que anunciam mas estranhamente começo a acalmar… a morrer aos poucos desta ânsia de tudo ser e tudo querer e não vencer… melhor teria sido não ter dito nada e talvez riscar de todas as cores e com todos os sentidos criando caminhos bloqueados sem fim nem saída…
13 fevereiro 2009
Há dias assim…
Não é que nesses outros dias minta, mas quando estou assim como hoje consigo demitir-me do antigo poder de tudo controlar, de para tudo ter uma resposta…
Quando assim estou, deixa de me magoar a incompreensão e consigo desistir da contínua luta para o bem de todos… ora bolas… cada um sabe de si, continuarei prestável, mas não disponível para tudo.
Tenho dias em que a frustração vence a sensação de falta de atenção, outros há em que me sinto detentora de asas que me permitem voar mais longe e só…
Acredito na libertação da alma….
Sei que não me devo dar a conhecer e muito menos devo explicações…
Existo…
Ponto final…