03 fevereiro 2008

Parte de mim...



Haverá na vida um sentido?

Tantas vezes a turbulência dos pensamentos nos assombra, um inconstante ondular de sentimentos que por nós passa… Um vaguear pelo certo e o errado, onde os nosso erros são pesadelos que assombram as mentes dementes de cada um.

Permaneço, neste vazio de quatro paredes, imaginando o sensual e arbitrário ondular desse extenso aglomerado de lágrimas…
Salpicos desse choro que um dia com ele partilhei, continuam selados em meu rosto e no auge da melancolia sinto esse companheirismo eterno… Essa fúria, raiva… Esse desespero de abraçar cada pedaço de areia que tanto ama, esses invulgares e grotescos movimentos tecidos pela saudade de abraçar a costa…
És parte de mim… Esse lado mais demente, inconstante… És parte de mim… Aceita-me… Recolhe cada lágrima minha…

A vida passa por mim… Pergunto-lhe o seu rumo… e ela segue cruelmente… Abandona-me…

After

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I can’t take anymore
I can’t breathe
I’m sick of this goddamn darkness,
Sick of sadness and tears I throw it all up every single day
Together with last night’s dinner
I have lost myself completely
I have convinced myself
I am someone else
For God’s sake,
I need to be realI need touch
I need... people?
I have to turn my life around...
But... I will still be myself, won’t I...?


After by Riverside

02 fevereiro 2008

Entrega...

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Num requinte soturno, rejeitas o meu presente… Entregue em bandeja de ouro, com todos os segredos que guardava.
Desdenhado por ventres alheios, famintos deste sentir … Lampejos de um ardor intenso que me consumia na chama desse paraíso que findou…

Teu sopro, é agora o mais ténue chamamento… Escondeste nesse recanto por ti criado onde nem sempre me é permitido entrar. Sou folha amarela em tempo de Outono nesse teu tronco adormecido…

Por onde andarás, minha perdição?
Teu corpo permanece a meu lado… Tua alma…?

Deixa-me senti-la e traz contigo o requintado presente que te dei…

Em silêncio...


Sentida num olhar... Esse olhar que tanto gostaria de ver...
Em silêncio... Ouvir-te-ei...

30 janeiro 2008

Trilhos...


Vagarosos, ténues, serenos… Vigorosos, inconstantes, impacientes… Os passos de cada um, em dias que passam, em dias que ficam, semelhantes entre si no vazio permanente… Um trilho traçado de incoerências inquestionáveis por essa ignorância que nos assombra quando um dia esquecemos aquele que realmente vive em nós e permanecerá ainda que por vezes, escondidos em recantos jamais rebuscados no passar dos anos, de uma vida… O nosso EU…
Somos talvez, o nosso maior pesadelo, um avivar constante do materialismo imune a todas as emoções e a vida passa por nós e vingativa não ousa sequer ponderar esperar…
Perde-se um olhar, um sentir… E nessa rotina cansativa perdemo-nos no tempo e no espaço melancolicamente sem coragem de agarrar o que poderá espreitar.

Trilhos desertos, onde a solidão se apodera de cada alma perdida…

28 janeiro 2008

Sentido...

As palavras são cada vez mais fúteis sejam escritas ou sejam faladas… o sentido que as invade pode ser repleto de esperança e vida mas também podem vir sem amor-próprio, sem vontade, sem coragem, podem até ser palavras egoístas oriundas de pensamentos velhos e enrugados…
Tantas e tantas vezes quando lemos certas palavras, projectos nascem e morrem no mesmo instante…
Ser feliz… quantos sentidos terão estas palavras?...

27 janeiro 2008

Abraça-me... Esta noite...

No me olvides
yo me muero
Amor
mi vida es sufrimiento
Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino
Ay,
abrázame esta nocheaun
que no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame
a ti por Dios
entrégate a mis brazos.
Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasión
sos mi amor sincero
Ay,abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos

Pasion por Rodrigo Leão