26 janeiro 2008

À tua imagem...



Ainda recordas esses passos que demos outrora?
Sente que a brisa por ti passa, sente que a vida respira em ti…
Enquanto meu sopro não enfraquecer, terás em mim a tua juventude, pois com o requinte do teu olhar bebi por esse cálice sagrado as sábias palavras que guardo…
Recorto cada momento, cada suspiro e quando nessas complexas páginas paira a névoa e o desassossego de mim, respiro, escuto, revejo… És esse vulto intocável!

Delicadamente, ouso então, reservar-te esse paraíso em mim e em teu canto pincelo o sal das tuas lágrimas que não vi, a solidão desse ser que pressinto… Espero… O meu dia chegará…
Ocuparei também esse lugar?

26 novembro 2007

Comodismo...

Questão sem dúvida relevante é o comodismo da vida, como uma roda gigante onde pagamos para entrar, vibramos quando finalmente alcançamos o topo e sofremos na descida... e depois quando a viagem acaba tiramos as nossas conclusões.
Fica sempre a ideia que valeu pela expriência, pelo meio assalta-nos a ideia de que se poderia ter alterar umas pequenas coisas mas no fim achamos sempre que voltariamos a fazer tudo da mesma maneira.

04 novembro 2007

Confusa...


Necessidade de parar por momentos... sentir o respirar do tempo... pensamentos de fúria e agressividade, sinto com rapidez e angústia de quem tenta libertar-se das malhas da rede que a sufoca... anseio a calma, o sossego de um sono profundo... já não sei o que digo... as janelas agitam-se ao sabor do vento... silêncio...

11 julho 2007

Contagem...

Vivemos constantemente em contagem decrescente para qualquer coisa… nove meses para nascer, seis anos para entrar na escola, depois mais alguns para a puberdade, ansiamos pelo primeiro beijo, pelo primeiro amor, a primeira desilusão, o primeiro ordenado e a primeira contagem para a reforma… pelo meio para uns casamentos e filhos para outros apenas a vida vivida ao sabor do vento… depois aparecem os cabelos brancos, as primeiras rugas, o acumular dos sonhos perdidos, o peso nos ombros, o horizonte mais perdido, o passo mais lento e a sombra clareando…

04 junho 2007

Segundo...

Se a vida fosse um livro, haveria um destino escrito, concreto, um percurso delineado com causa e consequência e um final anunciado… mas a vida podendo ser um livro, não o é, porque as vezes, a vida acaba num segundo…
Para muitos esse segundo é mesmo um segundo, mas para outros, muito pouco outros, é um vulto que não se volta a ver, um som que se perde na memória, uma dor que nunca mais acaba…
Não se pode acabar assim num segundo… mas… e se vivermos a vida inteira e não houver ninguém a nossa espera para chorar esse segundo…

02 junho 2007

Voltei...

Sempre que penso em ti um sono profundo prende-me as ideias de todos os gestos, as sensações dos meus sentimentos escondem-se na minha alma...

18 março 2007

The End...

Fica completo este primeiro acto de divagações, obrigada a todos os que por aqui passaram.
Voltarei após um breve intervalo com o segundo acto.
Até...