05 novembro 2006

Sem sentido...

Estarei triste?...Melancólica?... não sei... talvez uma nostalgia que se apodera de mim com um ar disperso que se encarrega de me deixar confusa... talvez até mesmo sem sentido, querendo mesmo questionar tudo o que vejo na frente, e desejando talvez achar uma razão, uma referência um sentido... não há.

23 outubro 2006

Suavemente....

Aprendi a amar em silêncio... na profunda imensidade da vazio e a cada lágrima dos meus pensamentos... na angústia da vontade perdida e na dor que se veste o meu segredo... desde a ideia de fogo e antes do primeiro riso e da primeira mágoa... assim vou aprendendo a amar em silêncio... suavemente...

13 outubro 2006

Pensamentos confusos...

Eis-me a pensar enquanto a noite envolve a terra, olhos poisados na ausência e a pena amiga em repouso... no alto uma estrela triste, as pálpebras descerram lançando o claro olhar piedoso tornando a noite de calma e repouso... a minha alma abandona-se ao sabor dos enganos, cheia de dor, e a dor cheia de alma antegozando já quimeras pressentidas que mais tarde hão-de vir com o correr do tempo...

05 outubro 2006

Até quando...

Até quando terá a minha alma, esta doçura, este dom de sofrer, este poder de amar, esta força de viver, este medo de morrer, esta forma de sonhar, esta vontade de seguir segura como a flecha que segue a trajectória obscura e fiel ao seu movimento...
Até quando?

28 setembro 2006

Pesos...

O que eu acho que pesa mesmo é a nossa disposição para tolher a nossa vida própria em função do ser que amamos. Acho que se não cobrarmos a nossa porção de amor, atenção e sacrifícios que nos cabe a vida se encarregara de cobrar de nós o nosso tempo perdido… e depois?... o que fazemos com as sobras?
O que fazemos connosco quando as nossas crenças se desfizerem e ficarmos à mercê de uma vida sem esperanças? Quantas vezes, seremos capazes de recomeçar?... Sempre?
Sempre pode ser tarde demais…


21 setembro 2006

Noite...

Adoro caminhar em silêncio pelas sombras da noite...
as vezes sinto-me um bicho do crepúsculo, uma caçadora nocturna numa busca incessante... por momentos o barulho fere-me a alma...
por vezes busco a quietude,
o contacto comigo mesma e com a natureza...
Sinto que a educação para a vida
deveria incluir aulas de solidão...