23 setembro 2005

Morte...

Hoje convivi de perto com a morte... ou devo dizer o fim da vida? Todos concordamos que a vida revela-se ao mundo como uma alegria... podemos encontrar a alegria no jogo eternamente variado dos raios do sol e da lua... na música das vozes da natureza... na dança dos movimentos do vento... em todo o lado... será que podemos adiar a morte enquanto não desaparecer a alegria do coração do ser humano?

Alguém disse um dia, penso que foi Jacqueline Auriel, e eu subscrevo "Não é de morrer que tenho medo. É de não vencer."

22 setembro 2005

Vazio...

Estar sob estrelas e nada mais... Sobre mim, talvez lua... Cheia, clara, meia... Escuridão... A contradição no voo de um pássaro nocturno: tudo, menos o sol iluminando falsas alegria, sorrisos amarelos, olhos sem brilho ofuscados pela claridade dourada.

19 setembro 2005

Suspiro...

Um suspiro parece soar em algum canto de... mim? Não sei de onde veio. Não da minha boca, que permanece cerrada, enquanto os dedos deslizam por este teclado frio.Não sei o que aconteceu. O mundo continua o mesmo, mas parece que, em algum lugar, alguma cortina caiu, e deixou entrever as minhas próprias ilusões.

17 setembro 2005

Passado...

Pela janela deste quarto vazio voam meus pensamentos ousados de poesia, amor, paixão... culpa;
as recordações doem com atitudes vingativas que se perdem no ar.
Lá fora, a paisagem enegrecida pela plenitude de meus pensamentos...
O amor confunde-se pela madrugada.
A nossa igualdade exterior atinge o auge na divergência de conteúdo, de sentimentos e explosões simultâneas de prazer... Pensar que no antes não haveria lugar para o nosso agora... Haverá lugar para o depois?
Seremos nós a inventá-lo, a construí-lo deitando por terra as fictícias imagens da antiquada moral e da ilusória virtude.
É na beleza dos nossos corpos que visualizamos o enorme sorriso de nossas almas, sedentas de um cantinho no mundo...

16 setembro 2005

Sentido...


Hoje há muita coisa que não faz sentido, ou então tudo tem o seu sentido, por mais bizarro que pareça… bem, vamos partir do princípio que o caminho apontado é este: tudo faz sentido se tudo tem valor… por exemplo… o egoísmo faz sentido? Faz. Mas e tem valor?… e o amor? O que faz sentido amar o próximo, mesmo se nos é desconhecido? Mas que sentido isso tem, se somos todos egoístas?... ou não somos?

15 setembro 2005

Riscos...

As vezes corremos o risco de amar mais do que podemose, por medo, sempre menos do que somos capazes. Buscamos pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando nos entregamos, atiramo-nos e quando recuamos não voltamos... Bah... não me levem a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu ou o que penso que eu sou. Nem nós ou que a gente pensa que tem. Realizar o amor é perder-se… desiludir-se… morrer….

11 setembro 2005

Noite...

A noite desce... vem de longe, lá dos países banhados de sol, onde outros mares, cantam outras cantigas, onde outras estrelas deslumbram outros olhares que não os nossos. E eu, preguiçosa perdida na vastidão do universo, fico pensando... a cor das flores, a sombra das árvores, o alinhamento de ruas e canteiros, tudo se esbate e encolhe. Por cima do erro e de eu estar aqui abre-se de repente, como se a luz do dia fosse um pano de teatro que se escondesse para mim, o grande cenário das estrelas. E então esqueço com os olhos a plateia amorfa e aguardo os primeiros actores com um sobressalto de criança no circo…
aqui vamos para mais uma semana…